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Mostrando postagens de abril, 2010

Dança de Sexta 13

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A lua sobe cheia sobre lápides podres Ao soar macabro dos primeiros tambores! Formas escuras nas trevas trabalham Bruxas e demônios em criptas se casam! A noite mal começa E começam-se os gritos! Gritos de mulheres Mordidas por vampiros! Feiticeiras dançam à luz do luar As costas curvadas, a gargalhar. Em ritual secreto vassouras empunham E maldiçoes horrendas aos mortos conjuram. Fantasmas bebem em crânios ao vento Seguindo o ritmo, sempre a entoar Com vozes tristes e de vida sedentos A sina eterna do eterno azar... Petrus A.

Oceano

Olho a praia. A treva é densa. Ulula o mar, que não vejo, Naquela voz sem consolo, Naquela tristeza imensa Que há na voz do meu desejo. E nesse tom sem consolo Ouço a voz do meu destino: Má sina que desconheço, Vem vindo desde eu menino, Cresce quanto em anos cresço. - Voz de oceano que não vejo Da praia do meu desejo... Manuel Bandeira Triste. Só por hoje.

Vincent

O melhor curta que eu já assisti! Lembrou um pouquinho de mim, esse Vincent Malloy. Desde criança, meu sonho é ter uma daquelas casas antigas, escuras, com úm cemitério no quintal e uma sebe cobrindo as paredes. Fico imaginando as pessoas olhando-a admiradas em uma noite escura. Aquela casa austera e misteriosa, onde os córvos vem pousar. E então, de repente, surge a figura de um homem na janela, atrás das cortinas: EU háhá! Morro de vontade de andar pelo cemitério à noite, sabe. Não vou porque sempre há mais coisas lá do que fantasmas ou bruxas violadoras de túmulos. Drogados. E porque se me pegam lá eu vou preso com eles. Mas em noites de luar eu às vezes posso ser encontrado sentado em um banco da praça central de minha cidade, sob uma árvore. Só e envolto pelas trevas. Lá é muito escuro após o por-do-sol. Sinto-me bem. Fico lá pensando, inventando contos (o que eu preciso voltar a fazer com urgência) e ouvindo os grilos. Esse curta me fez sentir em casa. Quer...